5 equívocos mais comuns na hora de alimentar seu filho

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5 equívocos mais comuns na hora de alimentar seu filho

Seu filho não come direito? É hora de rever os costumes na sua casa e dar um basta à alimentação ruim.

A batalha diária para para fazer o filho comer é uma drama comum em muitos lares. O pior é que, quase sempre, quem perde a luta são os pais e mães. Na tentativa de vencer essa guerra, eles acabam recorrendo a artifícios que até parecem resolver no momento, mas se tornam um problema no futuro.

Confira quais são as situações em que os pais mais se atrapalham na hora de alimentar os filhos e aprenda as melhores estratégias para contornar a situação:

1 – Pressionar os filhos a comer mais

Diminuir a pressão na hora de comer reduz também o risco de obesidade entre as crianças. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade de Stanford com 62 famílias, que tinham filhos de 2 a 4 anos com alto risco de obesidade. Quando a criança é forçada a ‘limpar o prato’, acaba perdendo o senso de saciedade.

Como agir: Comer bem não é comer muito. Oferte uma quantidade moderada de alimentos ao seu filho para que ele se acostume a comer até ficar satisfeito, e não estufado. Se ele ainda estiver com fome, vai querer repetir.

2 – Inventar apelidos ou camuflar vegetais

Uma pesquisa da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, avaliou o comportamento de 147 estudantes, de 8 a 11 anos, durante o recreio em diferentes escolas americanas. Segundo o estudo, crianças comiam mais alimentos saudáveis quando o nome real deles era substituído por apelidos mais instigantes, como ‘pequenas árvores saborosas’, em vez de brócolis. Camuflar vegetais que não agradam no meio da comida é outra estratégia que pode funcionar a curto prazo, mas são prejudiciais.

Como agir: Bata um papo com os pequenos sobre os benefícios reais dos alimentos saudáveis. Não minta, dizendo que o espinafre o fará ficar forte como o Popai e a cenoura trará visão de raio-X.

3- Mandar as crianças para fora da cozinha enquanto você prepara a refeição

Cozinhar junto com o filho, mantendo cuidados de segurança, pode ajudar a mudar os hábitos alimentares dele e até estimulá-lo a consumir mais verduras e legumes.

Como agir: Deixe ele brincar com massas, lavar uma fruta e ajudar a misturar ingredientes. Se for muito pequeno para isso, deixe-o no cadeirão, para que ele observe você no preparo das refeições. Seu filho vai conhecer os legumes aos poucos e se interessar por eles. Levá-lo à feira ou ao supermercado para que ele escolha alimentos também pode ser positivo.

4 – Deixar as guloseimas longe das crianças e oferecê-las como recompensa

O lugar onde você guarda doces em casa pode fazer toda a diferença. Toda criança precisa saber que doces são algo a mais na alimentação e nunca a principal fonte de energia. Oferecer as guloseimas como recompensa, faz com que pensem que a refeição é um sacrifício.

Como agir: Para evitar que seu filho coma doces sem parar, crie regras de consumo, diga a ele quando e em que situações poderá comer. Isso fica mais fácil quando a criança ainda é pequena, porque ela se acostumará. Se seu filho já é maior, deixe os doces para os fins de semana. Ofereça frutas que ele gosta como alternativa.

5 – Desistir rápido demais ao oferecer um novo alimento

Não desista. Se hoje ele não aceitou determinado alimento, apresente-o amanhã de uma forma diferente. O milho, por exemplo pode ser apresentado na salada, cozido, refogado, como bolinho, creme, suco e até bolo.

Como agir: Os pediatras recomendam oferecer o mesmo alimento de sete maneiras diferentes, pelo menos. A criança pode não comer no primeiro dia, mas, aos poucos, a forma de apresentação ou a curiosidade vai levá-la a experimentar. De vez em quando, vale decorar a refeição, com carinhas, por exemplo.

Last modified: 20/09/2017

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